31 de março de 2008

Orquestra de Vento em Meu Quarto

Quando um tornado toma conta, até: quebra a linha reta, pensamento firmado, corpo sadio. Nessa destruição após, indo ajeitando os porta-retratos - o que é do armário, lá; o que é do corpo, aqui. Força que suga todas as outras, antes – ando num ranger os dentes de paraíso e inferno, ambientes um. Tornado e tempestade, e as flores pré-inverno que cantam nessas noites de luz. Você canta de frente com a boca serrada, eu vou dormir. Dois sinais abertos e a corrida para envelhecer o tempo. Soa um barulho do terminal – é o convite de teu espaço pequeno à minha voz, que se reduz em mais de mim. É um tanto que representa tanto... Quem? Querendo viver o ato de incorporar essência em verbo. Introdução de música, das clássicas, apenas.
Podando o jardim, que cresceu demais.

4 comentários:

Flavinha disse...

"Querendo viver o ato de incorporar essência em verbo."

E quem será, anjo meu, capaz de tanto? Absurdo dos absurdos, querer reter assim, limitado, finito, aquilo que se transborda... como essa doçura sua, tão vasta que se reconfigura grandeza e talento.

Amor-beijo, beijo-amor.

.raphael. disse...

"...é o convite de teu espaço pequeno à minha voz, que se reduz em mais de mim"

Isso é de calar qualquer um!

Fiquei mudo.

Beijo!

leo-desde1984 disse...

Ahh Pati, eu sempre viajo nos seus textos.. parece que nem to mais aqui sentado.. e de repente acaba e eu volto pra cá.. nunca tinha sentido isso, não seí, é meio que como um filme mas com outra linguagem. Enfim, é demais ;)

bjoo

CeiSa MartinS disse...

Amo! Amo! Amo!
Nossa... que feliz estou por vc ter voltado!!!

Saudades imensas de tudo de lindo que vc escreve e de tudo de bom que vc me faz sentir qdo bemho aqui!


Beijooos!