23 de abril de 2008

esperando para deitar

esvaziei os dedos em versos
carinho brotando nestes dias
janela aberta
chuva vindo
lava o peito, larva de ferro
minha palma gera leito

5 comentários:

inutilia sapiens disse...

encontra-se, começa a convivência na rua, nas fronteiras, numa fonte
qualquer lugar onde o acaso os leve
numa troca sem pacto ou compromisso de palavras
coisinhas, atitudes e que vão impregnando-os
sem sentir, mas querendo
sem nem bem perceber, mas gostando
e numa falta, entendem quanto o outro está presente
e aí já não dá mais pra prescindir
enquanto o dia a dia vai rolando
algo neles vai desenrolando
quanto o tempo foi vago até agora
será repleto até à exaustão

pedro lyra - soneto do amor se realizando I

Flavinha disse...

A gente pensa que esvazia os dedos em versos. E essa é a mais mágica contradição que existe na vida: Quanto mais poesia parida, mas há para gerar e trazer à luz.

Que o leito das tuas mãos seja pródigo em acalentar amor, para despertá-lo cada dia amor-poesia maior ainda.

Amor inteiro meu, seu :-))

.raphael. disse...

coisas pequenas e importantes se acalentam na palma das mãos.

Mila disse...

Fez-me pensar... singelo e profundo...
Beijos Mila

Diogo disse...

Que a janela esteja sempre aberta, e que o leito a ser gerado seja sempre abundante...