11 de abril de 2008

Sagracidade ou A Forma Sublime de Ser Terra

“Todo amor é sagrado.”
E que houvesse as implicações e impactos e imigrações de posse para, ainda assim, nada fugir do propósito começo pretérito de viver as sensações mais genuínas de íntima felicidade unida. Que permaneçam as minúsculas desilusões responsáveis pelas crateras nos pulmões, pelas doações de pranto recolhido nas mãos envolvidas de instinto de toque. Garanta a dúvida, esta eterna, conectiva. Pois lá estará sempre, num natal de vontade pura de abraço, a condolência maior, firme combatente. Ativa no melhor comportamento passivo capaz, impensável. Coisa que foge dos limites humanos, a maior prova desumana divina. A cada negação e recusa uma assinatura de reafirmação de compromisso do peito aberto, este acolhedor de dores inteiras de herança mundana, outras vidas, outras passagens, as mesmas sempre. E de que valem as evidências apontando a liberdade dos passos se os olhos já traçaram o próprio destino em duas coloridas esferas? A prover casa às afeições novatas, colo e calor ao pulsar estupefato do rubro relicário, segue este eterno pesar ao mesmo que se refaz em cada mísero sinal de parceria. Mesmo recolhendo a solidão, amiga fiel, sentir-se pregado as costas a matéria que se apossou a alma atrevida. Porque é alma, simplesmente. Sem peso, sem medida, sem bom ou mau senso, sem juízo... Dotada de inventário sentimental. Vai dando existência ao que não lhe compete, essencialmente, cega e amputada, liberando espaço e acumulando combustível para quase morrer - agora solidão repente. E morre só, porque é assim que se vive também só o sagrado amor de olhos fechados e braços abertos.
“Sim, todo amor é sagrado.”

4 comentários:

Flavinha disse...

Eu li esse texto e, ao fim, estava com lágrimas nos olhos. Por saber que conheço uma dessas almas que amam sagradamente de olhos fechados e braços abertos, e que revela todo esse amor no sorriso desarmado das suas esferas azuis.

O texto está lindo, de uma suavidade tão comovente que nos faz dançar nas suas linhas...

E eu fico pensando no que posso dizer de vc que já não tenha dito. Dessa paixão que se reflete na sua escrita e que se transporta para o coração do leitor, fazendo-o bater em sintonia com o seu. E, por não saber o que dizer, me reservo o lugar-comum que, a despeito de sua condição quase clichê, tudo diz: lindo.

Amor sagrado dessa metade aqui.

Beijo, beijo, beijo.

.raphael. disse...

"No inverno te proteger
No verão sair pra pescar
No outono te conhecer
Primavera poder gostar..."

O amor remove e move, ele muda, o vento o leva, ele transforma e cala, silencia o coração e amedronta, revigora e rememora.

"Todo dia é de viver
Para ser o que for e ser todo"

Beijo

CeiSa MartinS disse...

nossa... perfeito é pouco...
Viver assim e somente assim um sagrado amor, tão sublime, tão simples, tão unicamente vivo em sua extrema perfeição.

O amor é algo que nem sei qto tempo mais ainda viverei sem ter o prazer de sentir novamente. Mas quando senti-lo quero que seja assim, unicamnete e tão somente sagrado a mim.

Beijos, Paty!

inutilia sapiens disse...

e há quem morra sem saber a diferença entre amor e cólera!