21 de junho de 2008

Corpo Aberto à Panorâmica

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Para enfrentar as também dúvidas do silêncio, do cume da montanha eu grito. Chega o tempo bem perto de mim e leva as palavras para longe; e só depois de horas é hora da compreensão. Sei das respostas lá do topo. Sei que cume me faz um quase hermitão - sempre coberto em cúmplice, embrulhando os sons das letras juntas, todo no ápice de uma digna redenção. Eu me rendo, e é certo.
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15 comentários:

instantes e momentos disse...

belo texto. Bonito, claro, bem escrito. Bom para pensar. Gostei.
Maurizio

Menina da Imprensa disse...

Que exercício lírico... Lindo, lindo!
Kisses

Kiara Guedes disse...

Pati, depois que dizes que te rendes, eu fiquei aqui, pensando no eco lá em cima da montanha... Lindo. meio Cecília Meireles (que eu amo!). beijo-beijo

Ígor Andrade disse...

O silêncio no teu espaço não tem limite...

.raphael. disse...

Eu me rendo sempre! Sempre a ler o que vc escreve!

Beijo!

Belíssimas Palavras disse...

Render-me?... É pouco... Eu me entrego completamente... Ler tudo o que você escreve é exercício de entrega e não tem como não se entregar e render-se, e é certo.

Bjo grande.

Beatriz disse...

A eterna sabedoria de ouvir o silêncio... de lançar indagações e saber que a resposta chega no momento certo, quando já estivermos prontos para ouvir o que o tempo tem a nos dizer, pois é ele, sempre ele, que recolhe as nossas palavras para dar-lhes o significado certo, preciso.

Adorei o texto, amiga!

Deixo sorrisos, flores e estrelas, enfeitando a tua semana. Beijos no coração!

Pavón disse...

Dizem que todas as respostas encontramos no cume da montanha, no silencio da nossa alma, em que podemos nos render, e nus nos encontrar... será?

Nos ultimos meses me vesti de detetive e sai atrás de respostas, e quanto mais pistas eu encontrava mais eu me perdia no meio delas. Chegou um momento em que já tinha dado tantas respostas a mesma pergunta, que eu nem mesmo sabia qual era a pergunta...

Então parei de procurar respostas, e decidi viver...
Pq como já disse Clarice...

"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

Beijos!

F. disse...

Menina-moça-amiga-metade... há horas em que o grito se faz maior que a gente, né? E a gente grita, nem que seja para dentro... a gente grita com os olhos, com as mãos, com o corpo todo, a gente grita. A gente grita para não morrer nesses instantes em que o silêncio parece pesar demais sobre os ombros já feridos pelas palavras que se perderam no não-dizer.

A gente grita e se rende, é certo. E, ainda assim, a gente grita para não se render.

Amo você, e amo tanto!

Beijos ;)

Mila disse...

Sabedoria é uma dadiva... ou não???
Beijos Mila

Sujeito Oculto disse...

O vento no cume sopra... Desculpe, foi inevitável! Adorei o texto.

LindaRê disse...

Preciso ir nessa montanha gritar.
Bjs

Ígor Andrade disse...

Leminski tem uma sabedoria irônica tão particular não é?!
Gosto da poesia dele!
Abraço!

Ígor Andrade disse...

Se não estou enganado, você já é a segunda ou terceira pessoa que fez essa comparação. Devo estar num caminho certo... ou não. Pra mim será sempre um prazer, antes de tudo, ser lido.
Obrigado!

Diogo disse...

Eu n�o me rendo, jamais!
Impr�prio e ignorante orgulho, e dever� ser para sempre assim. Infelizmente.