7 de junho de 2008

Para (não) ter o que deixar

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Sentei-me aqui para transcorrer meus sentimentos e ver-me maior no tamanho da matéria. É bem verdade que as palavras são sinais, mas temos, eu e elas, uma relação firmada em continuidade, como se nos estendêssemos em membros – parte de cada um, numa acolhida sem fim. Meus viveres são intensos: acabei de vir da rua e, após esta noite louca de quase-morte diante de tanta-vida, meu corpo ainda necessitou dançar no espelho. Colocar-se fora é mágica para os lentos, repare... Enquanto calculo cada espaço e ilimito movimentos de sons, o mundo gira e circula e não pára mesmo sem os pés. As nomeações vão me acompanhando num turbilhão todo tempo, e sou eu sentada aqui que bailam, cheias de fitas. Mas devo sair outra vez, noutro passear de risos, porque dessa condição de banhar os olhos aos crepúsculos coloridos meu coração também não me oferece escapatória.

5 comentários:

.raphael. disse...

As sempre voltas no mundo, não parar, não estacar o pé diante da bestialidade que assola os que estão sem os sentimentos do mundo à nossa volta. Ilimitar o nosso espaço. FAze rde vida, vida, e de do transcorrer dela, mais vida ainda! Pra sempre!

E o beijo de sempre! Pra sempre! :)

Kiara Guedes disse...

Paty, uma sisma de escrever em preto e branco pra esconder teu colorido, ou seria o contrario?...
Não importa muito na verdade, te ler nos deixa leve, sem condição de distinguir o chão. Lindo como sempre! Bjs

Caetano disse...

belas palavras. Se tem uma coisa que me dá uma tranquilidade legal é entrar aqui e enxergar assim, desse jeito, seu jeito.

um beijo.

Flávia disse...

Eu gosto dessa perseverança em bailar cheia de fitas mesmo quando o som teima em silenciar... porque a música, a verdadeira música que derrama o ritmo pelo nosso corpo embora o cansaço diante de tanta coisa, essa não cessa: é o bater do nosso coração.

Lindo. Linda!

Amor inteiro, infinito, em todos os ritmos.

Beijo!

Sujeito Oculto disse...

O álcool faz isso comigo.