13 de dezembro de 2008

Triz ou Lapso Tênue de (In)Consciência

13 de dezembro de 2008.

O outro - do que não se faz o homem, a auto-suficiência.

Não acaba assim entre os espaços que não sei. Entre o silêncio e a busca por respostas que foram e são. Mas de novo eu não entendo e não consigo alcançar o outro lado, ainda. Parece escapar-se num sopro. Parece? Pois que me perdi entre o signo e as entrelinhas. Estacionar o meio em mim e distanciar as margens, todas. Posto que li meu corpo... Entre, entre e até. O que é a mente quando exposta na perguntação? Vou responder: 'não sei'. Diz que posso e que não vai estar longe. Diz? Dizem que estou repetindo palavras. Um metro quadrado de palavras, e o que faço com esse sentir que é infinito? Eu infinito, meu sentimendo que não é só verbo. Mas não percebi. Para não esquecer, para não deixar eu ir. Se eu sinto que um pedaço desapareceu e o olhar repousou, se eu sinto, é por que estou longe de mim? Qual parte ficou? Ao norte, este sul.

Faz frio, faz ficar perto de mim. Faz histórias e descrições de como eu sou para que eu possa conhecer. Cuidar. Eu deito e transborda a vida inspirada. Acabou? Eu começo-me. Agora, pelos braços estendidos: o centro. Acaba quando eu conheço, por fim. E acaba, sim.

14 comentários:

Celine disse...

Mas sempre começa de novo. Vc nunca conhece por inteiro.
beijos

Mai disse...

Patrícia, mas não te perdes, mesmo, entre os signos e entrelinhas. Dominas a linguagem, os signos, representações, tudo, tudo.
E não te basta?

Coisa linda e doce essas tuas "confissões intimistas".

Adoro ler tudo que escreves.

Muito carinho.

Sunflower disse...

Você sempre fala "oi, muito prazer!" né?

my many kissas

Van disse...

Você nunca acabará.
É grande demais pra isso.

Não há traços de pequenices em você.
Tudo é grande. E o que é assim tão imenso, torna-se eterno, você não sabia?

Mas se é pra acabar, que acabe em casulo.... Assim geramo-nos denovo. E nascemos nossas asas.

Poxa, eu ando falando muito em asas ultimamente.

Te adoro, moça dos zóio de céu.

Murilo Lima disse...

Eu me senti pular de um prédio, sufocar, prender o ar num quarto intímo de ninguém. Depois, senti o sol brilhar, um riso de inocência e a confissão de uma alma que se aconchega sozinha num destino singularmente vívido.
Só não sei descrever. Também, nem poderia...quando se trata do verbo dos outros, deixar-se levar é a melhor opção!

Parabéns!

Pequena Poetiza disse...

naum meu bem... naum acaba... pq todo fim é o começo do novo... um ciclo

me perdi e me envolvi por tuas palavras
eu simplismente dancei valsa com seus versos meu bem
adorei

bjos

Van disse...

Paty, manda pra mim, por email a data do teu aniversário, amoreca? É praquele presente de natal.
E também uma lista com as coisas que vc mais ama.... vale tudo.
Beijucas

Flávia disse...

Acaba, sim. E o bom é que sempre recomeça. É dos recomeços que a gente não deve abrir mão, é para os recomeços plenos que a gente existe.

Amo vc.

Beijos, muitos.

R.Vinicius disse...

Recomeçar, começar, terminar. Todos são ciclos. É estranho, mas nem se quer temos conta de quando é que começa, quando termina, porque o estado do tempo para o sentir é sempre pequeno. Gostei do seu Blog.

Abraço,

R.Vinicius

Pavón disse...

Conhece mesmo? Acaba mesmo? Tem enfim um fim ou será um mero começo? Mero? Só eu para classificar um começo de mero acaso, um começo nao é um mero singular, mas a união de mil fins descepcionados com o começo sorridente e renovado. Fim? Se soubessem que sempre existe um começo eles nunca apareceriam, ou se tornariam mil começos ou um só. Mas fico pensando, quem será que bebeu tanto para esse devaneio, eu ou voce? =P

Beijos pescadora.

Monday disse...

O eterno moto-contínuo ... só que escrito de uma forma mais bonita e charmosa ...

vinilliterario disse...

Interrogações do lado de cá também. Uma pilha de dúvidas insiste em se fazer presente. Mas vai passar. Vai passar quando houver respostas para estas, a ponto de novas perguntas surgirem.

Lela disse...

Sou um eterno recomeço! E a ninguém se conhece tão bem a ponto de não se surpreender consigo mesmo, o que é muito bom.

Um beijo.

P.S.: também gosto do simbolo de infinito, já pensei nele entre outras trocentas coisas...

Cesar Oliveira disse...

e sempre recomeça e é ótimo.........