“Todo amor é sagrado.”
E que houvesse as implicações e impactos e imigrações de posse para, ainda assim, nada fugir do propósito começo pretérito de viver as sensações mais genuínas de íntima felicidade unida. Que permaneçam as minúsculas desilusões responsáveis pelas crateras nos pulmões, pelas doações de pranto recolhido nas mãos envolvidas de instinto de toque. Garanta a dúvida, esta eterna, conectiva. Pois lá estará sempre, num natal de vontade pura de abraço, a condolência maior, firme combatente. Ativa no melhor comportamento passivo capaz, impensável. Coisa que foge dos limites humanos, a maior prova desumana divina. A cada negação e recusa uma assinatura de reafirmação de compromisso do peito aberto, este acolhedor de dores inteiras de herança mundana, outras vidas, outras passagens, as mesmas sempre. E de que valem as evidências apontando a liberdade dos passos se os olhos já traçaram o próprio destino em duas coloridas esferas? A prover casa às afeições novatas, colo e calor ao pulsar estupefato do rubro relicário, segue este eterno pesar ao mesmo que se refaz em cada mísero sinal de parceria. Mesmo recolhendo a solidão, amiga fiel, sentir-se pregado as costas a matéria que se apossou a alma atrevida. Porque é alma, simplesmente. Sem peso, sem medida, sem bom ou mau senso, sem juízo... Dotada de inventário sentimental. Vai dando existência ao que não lhe compete, essencialmente, cega e amputada, liberando espaço e acumulando combustível para quase morrer - agora solidão repente. E morre só, porque é assim que se vive também só o sagrado amor de olhos fechados e braços abertos.
“Sim, todo amor é sagrado.”
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