15 de novembro de 2008.
A florzinha do
Sunflower Records comemorou o seu 101o. post com uma lista de 101 fatos fúteis vividos e, assim, considerados por ela. EUPATRICIAMESMO considerei bacana a idéia e resolvi também listar o que chamo de '101 minhas inutilidades'. Eu precisava de um exercício desses...
1 – Eu nasci por conta de uma barata voadora - minha mãe tomou um susto com uma e eu, scatapluft!, nasci;
2 – Barata? PÂNICO;
3 – Enquanto habitava o ventre de mamãe, meu nome foi Marcelo;
4 – Habitei o mundo, e veja só: pela mamãe, me chamaria Whitnei; pelo papai, Maria Maria;
5 – Me chamo Patrícia (valeu mesmo, vó!);
6 – Sempre fui uma menininha bonitinha, educadinha, estudiosinha, uma gracinha...
7 – Sempre tive desejos impronunciáveis na infância;
8 – Morei em Rondônia, São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia novamente e etecétera;
9 – Fui emancipada e passei a morar só aos 16 anos de idade;
10 – Conheci Tucuruí/PA, minha terra natal, aos 17, numa visita aos meus pais;
11 – Tucuruí é a única cidade que me trouxe a esquisita sensação de estar em casa;
12 – Passei alguns anos vivendo em instituição de ensino por 14 horas diárias;
13 – Ser professora era a única coisa que nunca pensei em ser;
14 – Ser professora é a única coisa que sei inteiramente ser;
15 – Meu primeiro beijo na boca foi por conta de uma aposta – eu ganhei a aposta;
16 – Meu primeiro poema foi selecionado num concurso – eu perdi o concurso;
17 – Eu era TRANSLOUCADA pelo Keanu Reeves – tinha pastas, painéis e o escambau;
18 – Até o momento em que namorei um rapaz parecidíssimo com o Keanu Reeves, seu apelido era este, inclusive, e percebi que o verbo ainda poderia ser conjugado no presente;
19 – O ‘meu’ Keanu Reeves estudava na mesma faculdade que eu, e foi ele a primeira coisa que vi no primeiro dia de aula;
20 – O ‘meu’ Keanu Reeves tornou-se meu, de fato, na última semana do último ano da faculdade: os amáveis 45 minutos do segundo tempo;
21 – Não deu certo o namoro e eu, pouco tempo depois, estava namorando outra pessoa, um gay, dessa vez;
22 – Obviamente não durou e eu pus-me a namorar outras vezes...
23 – Fui noiva;
24 – Estou solteira;
25 – Tenho fama de namoradeira na turma (eu sei, eu sei...);
26 – Sou a pessoa mais romântica da turma (é triste isso);
27 – Dizem que minha vida é uma novela (eu mereço isso também...);
28 – Já namorei à distância (eu tenho que admitir que minha vida pode ser uma novela mesmo);
29 – Meu último namoro foi a coisa mais importante e complicada e simples pra mim;
30 – Eu continuo acreditando em coisas desse tipo pelo simples fato de considerar a vida essencialmente simples;
31 – Se eu pudesse, voltava atrás em algumas coisas e seria ainda mais intensa;
32 – Sou tímida;
33 – Fiz teatro na adolescência e foi a coisa mais deliciosa do universo;
34 – Passei no curso de artes cênicas na USP mas não fiz porque ‘iria me perder’, segundo meus pais;
35 – Serei a ‘Patrícia Perdida da Silva’ até morrer;
36 – Fiz Letras e estudo Literatura pra viver;
37 – Adoooooro velocidade;
38 – Odeeeeeio altura;
39 – Já disputei racha e quase fui presa por isso, salva por minha carinha de santa;
40 – Tenho 26 anos de idade, mas me comporto com a idade que bem entender no momento;
41 – Por amor não faço loucura nenhuma – não considero nada como loucura por amor;
42 – O livro da minha vida é “Cem Anos de Solidão”, do García Márquez;
43 – Eu teria um filho para chama-lo de Aureliano (por conta do romance acima), mas quem disse que eu acredito que vou encontrar um pai para ele que concorde com isso? Por isso vou adotar um, mas não vou agüentar e o chamarei de André mesmo;
44 – Eu tenho PAIXÃO pelos meus poucos amigos, admiro todos, dou a vida de olhos fechados por eles e sei que eles fariam o mesmo, já me provaram isso;
45 – A Solidão me faz bem;
46 – A Solidão me faz mal;
47 – Minha alma gêmea já morreu;
48 – Quem sabe a minha alma não seja uma de trigêmeas?
49 – Apaixono-me com o corpo e a alma juntos;
50 – Esqueço logo quando detecto mentiras - sou vítima de amnésia profunda nesse caso;
51 – Considero a felicidade e o sofrimento os maiores exemplos de ciclo e de elementos passageiros da vida;
52 – Estremeço quando escuto a voz do Eddie Vedder;
53 – Considero a Sor Juana Inês de la Cruz a maior mulher dos tempos;
54 – Eu deveria ter vivido nos anos 70;
55 – Não sei adestrar meu cérebro, e minha língua não serve para articular o que penso;
56 – Sou a rainha das infecções de garganta por conta disso - pode não ter ligação nenhuma, mas há explicação psicólógica, tenho certeza;
57 – Sou sentimental;
58 – Já tomei mais benzetacil do que picolé no verão das crianças;
59 – Adoro chuva para praticar minhas corridas;
60 – Uma hora eu vou gostar das benzetacil’s também!
61 – Sou perfeccionista, desconfio que sou portadora de TOC ou estou próxima disto;
62 – Os elogios me deixam realmente sem graça. Me acho a criatura mais sem sal da humanidade;
63 – Eu já fui mulher do Super 15, sabia??? Minha epiderme já foi azul e tudo. É...
64 – Não gosto da cidade onde moro, não gosto, ponto.
65 – Eu me pego muitas vezes contemplando o mapa-mundi;
66 – Se nada der certo, eu viro pescadora (e em alguns casos, mesmo se der certo);
67 – Se esse mestrado não acabar comigo, eu acabo com ele;
68 – Por que as coisas que amo estão longe geograficamente de mim?
69 – Eu tenho certeza absoluta que sou eu quem estou no lugar errado...
70 – E digo pra todo mundo que eu brinco, que estou enganada com isso (ha-ha-ha);
71 – O que digo de verdade transmito com os meus olhos, SEMPRE;
72 – O melhor abraço que já recebi na vida foi de um aluno de 9 anos, e ele não tinha nenhum dos dois braços - o abraço é o meu carinho preferido;
73 – Um dos maiores sentimentos fraternos que tenho é por uma amiga que ainda não vi pessoalmente;
73 – Eu vivo melhor num mundo paralelo e só algumas pessoas conseguem fazer parte dele;
74 – Na verdade, só desejo que eu tenha paz;
75 – Mas tenho certeza que não vou presenciar a paz mundial;
75 – Se eu não fosse brasileira, seria inglesa, com certeza, ou marciana;
76 – Mato minha fome com chocolates;
78 – Uso um triângulo de ouro como anel;
79 – Infinito é a minha palavra preferida e o símbolo dela estará em mim, em breve;
80 – ODEIO celular;
81 – Eu preciso arrumar um jeito de reduzir a minha conta do celular;
82 – Eu tenho DOIS celulares;
83 – Não gosto de chamar atenção, não gosto mesmo;
84 – Antes não me conformava, hoje aprecio o meu um metro e sessenta e dois centímetros exatamente porque contribuem para a minha discrição;
85 – Idéias me encantam e não rostos bonitos;
86 – Uma frase bem dita me deixa besta! Se me trouxer uma dose de vodka então...
87 – Trocaria o dia pela noite fácil, fácil se não tivesse que acordar todos os dias às 6h da madrugada para trabalhar;
88 – Gosto, adoro, amo trabalhar;
89 – Sou pau pra toda obra, só não me forcem uma hipocrisia;
90 – Tenho a escrita o meu maior exercício de liberdade;
91 – Se tenho algo para perdoar, o faço rápido e fácil, mas não aceito a coisa perdoada mais;
92 – Sou extremamente paciente, mas não suporto enrolação, nem nos cabelos!
93 – Tenho o péssimo costume de sentir saudades do que não vivi;
94 – Do que vivi não sinto falta;
95 – Tenho miopia, e já agradeci a Deus, Zeus, Buda, Alah por isso;
96 – Choro fácil, muito fácil, facílimo, exceto em velórios, seja de quem for;
97 – Significo a morte como quem significa a vida;
98 – Escuto uma música infinitas vezes sem parar, o som nas alturas, showzinhos no palco que é a minha sala - janelas fechadas, óbvio;
99 – O fundamento da existência humana vive se escondendo de mim, e o povo me acha simpática pela alegria de viver que transmito. Aquela coisa de ‘eu ando pelo mundo divertindo gente, chorando ao telefone’ – e a conta progride, progride...
100 – Eu sou por um triz eternamente, assim como todas as coisas;
101 – Fiz esta lista num estouro só, culpa dessa passionalidade toda. E está faltando inutilidade, ô!
Quem leu, puxa, obrigada.
Quem estiver a fim de fazer, sinta-se a vontade.
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