5 de março de 2009

Descaminhar

O que é preciso?

Quando eu fui de vez,
Fiquei única.
Lúcida.
Porto e insensatez.

Quando ficar decidi,
Viajei sem bagabem.
Malandragem.
Longe, perto de si.

Num ir e vir de fim,
Quase porta aberta aqui.

12 comentários:

Monday disse...

eu só gostaria mesmo é que um dia esse ir e vir não vivesse em meio a tanta correria e compromisso ...

talvez assim, enquanto mantiver sua porta indefinida pelas caminhadas e ficares, o tempo passasse mais tranquilo, os minutos mais tranquilos e eu mais presente nas passagens dos teus caminhos ...

quando se acaba por gostar de alguém, há sempre um eterno desejo ... se não for de estar, que seja de rever ... mas movido a saudade, o mundo sempre gira olhando nosso sorriso ...

bom te ver mais vezes por aqui, menina bonita ...

Mai disse...

Oi mínima-maior.

Eu amo tuas palavras...
Tem cheiro, som, sabor e tem cores,bagagens, folhagens...
Pat eu não consigo compreender como consegues condensar tantos sentires em tão poucas linhas.
Tua arte estáassim. Em concentrar no menor espaço muitos significados...
Ai está a grandeza de ser mínima.

És a maior-mínima que conheço.
Uma mínima-máxima!
Simplesmente muito.
Máxima!

Carinho,

Mai

Celine Ramos disse...

quase dona do mundo...e com certeza dona do que faz com ele.
beeijos

Ceisa Martins disse...

Eu queria mesmo é que voltasse ao menos a vir antes do ir! rs
Saudades de ti, amiga!

Beijos!!
=*

Diogo disse...

Ah, tá..
Pura malandragem, mesmo!!
As melhores viagens são dentro de nós, até porque excesso de lucidez às vezes atrapalha...
Bjão teacher!!

Ígor Andrade disse...

"Quase porta aberta aqui" também, Pati.
Abração!

Sunflower disse...

Raro é se estar totalmente presente. Ou totalmente ausente.

Vai e vem é só a ordem natural das coisas.

Beijas

Sam disse...

Gosto de chegar aqui e sentir o perfume de suas palavras no ar, bailando de lá para cá.... assim, perfeitamente livres!

Beijos meus, menina bela!

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Adorei!

Louis Wheiller disse...

Descaminhar as vezes é um ato necessário, insensato e lúcido, como bem disse.

E o que é preciso, é ser você - Essa pessoa que encanta e ilumina!

Beijos Pati!

glória disse...

"quando fui de vez, fiquei única". singular como em todas as viagens que nos fazem ver. apenas com o corpo, sem bagagens. te encontrei no Igor e gostei, bjs.

Lobodomar disse...

Patrícia, boa noite.

Exclente poema. Modernamente lírico e musical,... quase pude sentir, na íntegra, a sonoridade do poema.

Grande abraço, Poetisa!