31 de julho de 2009

Pouso

Eu não sei que morada se faz meu corpo
Nestas noites de eclipse e vendaval
E não questiono a validez dos sonhos
Nem o inferno manso e doloroso
Que monto
dentro
Das bocas lúcidas, alucinação.

Mas a alma eu sei. A alma, manhã.

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22 de julho de 2009

ou seja, ou não

Ter me afogado em tanto romantismo exagerado, fora das medidas, e puro, e prolixo norteado só fez de mim um corpo mal acabado dotado de um espírito crédulo na ilusão de possibilidade dele. Há coisas e seus tantos significados funcionando apenas quando transformam-se em palavras, e estas por sua vez, conseguem, enfim, compor uma enorme complexidade de traços ora curvos, ora retos, nada além. Notei o quanto o romantismo funciona unicamente assim, nos desfiles das grafias idiomáticas, em cada corte, ponto, vírgula, descontextualizado.

Agora, novo mergulho. Fôlego, e só.

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12 de julho de 2009

Tenho um coração

"Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim."
Caetano Veloso


Tenho um coração pulsando e dizendo
nas mãos
E não sei o que entender.

Tenho um coração pulsando e dizendo
nas mãos
nos pés
nos olhos
em todos os órgãos.

Tenho um coração pulsando e dizendo
sem limites
Os significados universais.

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6 de julho de 2009

Registro de Passagem

"... até que você seja libertada de todos os tormentos."
Atiq Rahimi

Coração, bomba pedindo explosão:
O meu amor nasceu no Afeganistão.

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