28 de novembro de 2009

Escudo

Tente calar-me
com o medo
Que eu vou gritar
ao vento
Essa cólera dentro de mim.

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14 de novembro de 2009

Meados de Novembro

Há mar.
Ao mar.
Sem protetor solar.

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8 de novembro de 2009

Sem notar

O bonito é que a cara é conhecida. O desejo é conhecido. Os passos estão no mesmo ritmo. Tantos olhos já viram.
É.
Mas o amor é de agora. Vivendo, sem ninguém notar, sem precisar divulgar, sem senões, sem limitar. E por isso, eu creio mais. Só escrevo porque é a minha forma de certetizar e, assim, rir e não interromper.

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2 de novembro de 2009

Eu respiro Você

Eu acordo os olhos pela manhã e viro o rosto mirando o criado mudo com a gaveta que guarda a tua fotografia e eu a pego e sinto as tuas mãos no em meu colo como naquele momento com dia de tempestade pela manhã mas tarde toda de sol dos nossos risos altos e temperaturas também altas que era amor batendo querendo cedido...

Eu respiro.

Eu levanto apoiando meus passos na força que imprimo contra o peito a fotografia alva e velha mas com você e tuas mãos em meu colo com teu molde e que agora ensaia caminhadas e vive o futuro tão mal projetado enquanto ainda éramos pulso querendo e veja esta menina agora moça vestindo o jeans e prendendo os cabelos crescidos...

Eu respiro.

Eu caminho até a garagem para abrir os portões e entrar no carro que você não chegou a conhecer e ir caçar o leão do dia em marchas um dois três e que guarda as maçãs com casca e tudo no caso de precisarem salvar esta voz que espera por outro nome com efeito feito o teu e soar as palavras escondidas dentro de mim tão medrosa ainda e rugas...

Eu quando você.
Eu só quis mudar o mundo, mas sem você eu durmo. E ainda respiro.

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