“Eu conheço esse outro mundo
Onde o tempo não dissolve
Eu te conquisto sempre
Você sempre me comove”
Onde o tempo não dissolve
Eu te conquisto sempre
Você sempre me comove”
Os dedos dele iam compondo sons. Os dedos dele não sabiam outro caminho. Iam, não sabiam, num carregado de chegar. O importante é que eram os dedos dele, e aí, qualquer som viraria o som que deveria ser.
Foi culpa da palavra: bateu à porta e num sem-conter de mutar, virou melodia.
Som lá, palavras vertendo caladas aqui. Toque no aqui que somos dois, um. Porque é desde o fim, que foi começo, uma partilha de sensações que resumiriam risos assim de bailar a voz. Retomar os sons, riso também. Se som e palavra que grita um silêncio, singelidade fosse outro mundo que fizemos para compartilhar companhia. A natureza do som e outra atmosfera numa impresença típica – verdade, mentira. O que faz-se de importar? A face de todos os sons dele que enraízam trilha destas palavras modestas, dedico uns instantes de todo carinho. Os dedos dele compondo sons, os meus num frenético produzir de espelhos, num corte, num caçar de encontro. Típico, porque nem precisa combinar – o abraço é o gesto-som-palavra nosso preferido.