"Tua única obrigação em qualquer período da vida
consiste em ser fiel a ti mesmo."
(Richard Bach)
consiste em ser fiel a ti mesmo."
(Richard Bach)
Se fosse resumindo-me em olhos que tocam, seria o que busco incandescente. Mas admito outros aspectos que não pude deslocar antes, e ouso agora, esbravejando o pulsar, remar a minha voz junto à salvação do que é posse nascida. Vale a curva aos ímpetos em favor dos delimites não-meus? Eu quero o azar que me faça rir, a má sorte que me torne imperadora e aflore os desenhos nas atmosferas escondidas atrás da porta onde guardo os meus começos, os meus fins iniciais. Declarar quem de fato me lanço em pensamentos exatos. E após o repouso de minhas recusas, ser carregada em braços firmes, lavados de alma fiel. Eu embarcaria no espírito da liberdade e não mais trairia nem as minhas íntimas súplicas enraizadas na cor vibrante do coração sem quintal, nem as minhas ânsias nascidas junto ao espírito e iminente nas pontas dos dedos. Lavrado colo em direção de mim, cúmplice e protetor do espaço que é direito nesse Meu mais Nosso antes de sempre, o depois. Sairia daqui e assumiria a primeira pessoa que paciente aguarda-me. Eu, meu nome. E iria a cada mordida nos lábios, indício de por aonde seguir. Peito aberto, escancarado, os olhos cegos aos preços dos sentimentos. Composta e livre dos impasses, às fronteiras. Eu-minha, doada ao horizonte que eu pretender: deixaria de não me identificar mais, estaria fora dos lugares. Exijo estar onde eu, de uma vez por todas, seja alguém para começar a existir.