30 de abril de 2010

conjugando agora

Procurando casa.
Procurando cara.
Procurando nada.

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24 de abril de 2010

Eu celebro

Meu amor, meu verbo, meu André.

Você faria aniversário hoje. Eu faria o bolo recheado e coberto do teu doce preferido. Aquele doce que juntava nossas tardes e deixava nossos passos ritmados e frequentes, todos num. Ajudaria a apagar as vinte e poucas velas dos teus anos de vida, que são acesos em mim, guardados vivos comigo. Pintaria teu nariz com o açúcar para devolver-me os teus beijos a marcar o meu rosto com a tua ternura. A tua vida continuada no que me inspira, nossas alegrias, e que eu peguei para mim nesse viver que é também. Você faria para mim o melhor desenho de abraço, a melhor arte, é certo. Eu grudaria teu pescoço num laço com os braços do meu corpo completo e sorriríamos... O teu sorriso de som da melhor melodia que eu pude ganhar e aprender e cantar em meus silêncios de flauta que só você reconheceu. O sorriso que levou de mim tua nova companheira eterna - esta vida que é além deste chão - mas que insisto em dar-te hoje, presa aqui, porque é ainda teu aniversário e eu sei que te alcanço nessa tua morada protetora. Eu sei, você celebra comigo o nascer que foi teu de antes, o meu nascer de plenitude depois. Nascidos fomos, não é? Para estarmos de frente, assim, como te tenho nas lembranças dos sentidos. Ocuparia eu a tua mão de cá, os meus olhos fitariam repetidamente os caminhos junto aos teus, meu horizonte azul sem fim. E a gente seguiria a outras comemorações. Mas... Tão rápido teus gestos enfeitaram o ar, tão exato foi o tempo, tão para sempre levou de mim meu melhor amor de carne que me restou apenas celebrar os sentimentos imortais e as lágrimas que já não são de perda. O amor dado, multiplicado, lotado. Porque você faz aniversário hoje, meu amor, dentro de mim.

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21 de abril de 2010

Fim de Jogo

Pronto:
Luz acesa.

Estão rimas e cartas sobre a mesa.

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9 de abril de 2010

Tour

Minhas perdas
são passagens.
Viajo.


Minhas passagens
são ganhos
por toda vida perdida que me resta.

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3 de abril de 2010

Lutas

Eu nasci sob desafios. Inaugurei todos os meus dias travando lutas árduas, pesadas e sem proteções escudeiras. Dou a cara à tapa, dou o coração às pauladas, meus tombos são homéricos e deixam cicatrizes horrendas. - Veja esta aqui? Discreta e profunda. - E ainda assim, mal aprendo nessas circunstâncias. Mesmo reconhecendo a paisagem, vou-me numa mesma cadência, passo inédito. O que vou guardando são as amargas, vez por outra doces, sensações. E por elas vejo-me sem absolutamente nada, sem grãos, sem tostões, sem correspondências. Mas envolvida em pleno respeito.
Diante disto, acredite, só aprendi a lutar por causas. E não entro no julgamento se justas ou não. São as que inferem minhas ânsias, as que chegam e acariciam os desejos momentâneos do meu espírito pecaminoso. Então, basta-me. Deixo pessoas fora das prateleiras. Em minhas lutas solitárias, somente o que me é de posse.

Sou eu povoada de fundamentos, sou eu povoada de risos, sou eu crescida de tantos sentimentos. E, definitivamente, minhas armas não são unhas e dentes.

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