23 de maio de 2010

Das coisas orgânicas

A morte já me fez de vítima certas vezes. E, em todas elas, eu tinha vida que sobrava, sobrava, sobrava. A morte vez por outra aparece. Mas agora me mata e eu acho graça: tiro a vida do bolso e gasto toda; nenhum troco lhe resta, nada me falta.

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16 de maio de 2010

Toda essa relatividade escandalosa que assombra e revela no fim todas as verdades absolutas - fruto de cor e exagero no ponto certo

Peça.
Eu penso.

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8 de maio de 2010

Fazendo a Vida

Conheço gente que planta árvores, tem filhos, escreve livros. Eu não faço nada disso. Rego as plantas do pequeno jardim da minha varanda que nasceram porque assim quiseram, ensino sobre métricas e rimas aos filhos dos outros, leio páginas e páginas todas as noites até adormecer. Não planto, não tenho, não escrevo. Mas quando aconteço, reconheço. Cada instante tem cara de começo.

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