27 de junho de 2010

Conjugando o tempo

Eu deveria ter me casado com o primeiro que vi pela frente. Porque era lindo. Porque tornou-se meu amigo. Porque meus olhos raramente fugiam da direção dos olhos dele quando conversávamos. Deveríamos ter casado. Engraçado, olho para esses panos e mal identifico as cores. Fato, eu deveria ter me casado.

Mas não o fiz. Vai ver é a escrita nas linhas tortas de Deus; vai ver sou eu o que fui antes. E não foi por falta disso ou daquilo, qualquer sentimento. Amor nunca nos faltou. Mas hoje, viveria uma viuvez doce, sem solidão, do mesmo jeito. Só o meu passado, em corpo e verbo, seria perfeito.

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18 de junho de 2010

Ex-detenta

Eu finalmente assinei os documentos, tirei as algemas e saí pela porta da frente. Sabe? Sentença dura por um crime tão popular, corriqueiro, cotidiano. Minha mão no fogo por alguém que jamais tenha se oferecido assim! Tudo bem que eram as contas pagas, as roupas lavadas, comida fresca... Mas minha índole tinha fome, sede e tara por bens muito mais sensíveis, burocraticamente falando.
Ir-me-ei.
Não quero ficar presa no passado. Nem com visitas conjugais.

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13 de junho de 2010

Uníssono

ELE: Tem horas que me limito a alcançar você por pensamento...
ELA: Tem horas que eu quero a quebra de limites para alcançar tudo, você e eu mesma.

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1 de junho de 2010

Pontuando

De todos os sinais, eu gosto de reticências. Pela sonoridade, pelo passo a passo, por essa coisa incômoda e doce de sempre ter esperança.

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