15 de setembro de 2010

Susto cardíaco

Meu coração vinha numa batida frenética e surda, sem ondulações.
(Porém, você.)
Meu coração só emoções.

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8 de setembro de 2010

Era ontem

Se eu pudesse ter escolhido, jogaria fora a infância. Partiria logo para a vida adulta. Não que eu a prefira, detesto. Mas é que até agora não consigo entender o motivo de tanta fantasia. E eu sou do tipo mimada mesmo, que exige na hora e do tamanho do meu desejo. Se não é pra durar pela vida afora, não seja. Porque tudo comigo é incrivelmente assim: se preciso, preciso sempre; se não quero, desista.

Já estou cansada, cansada, cansada de seguir aceitando, dizendo ‘sim, tudo bem, não tem importância’. Claro que tem! Não destino nenhum envolvimento se não for importante, entende? Nenhum. Desde os mais inóspitos, os mais fracassados, os mais aparentemente irrelevantes até os dignos de pompa, celebração e brindes, ‘saúde!’. Só que eu não tive voz na adolescência, como posso agir por mim enquanto adulta?

Cá estou freando minha intimidade segundo os moldes dos padrões alheios. Céus! Quando digo e repito zilhões de vezes que quero ir embora, não é por capricho ou porque enjoei da cor da varanda. É unicamente porque eu muito mais que necessito, muito mais que preciso, tenho me encontrado cada vez mais próxima ao fim de uma estrada sem saída. Ou eu opto pelo desvio, ou baterei com a cara no muro. E aí, eu paro, fico e entrego os meus segredos de respirar.

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